Quem assiste 'Sex and The City' sabe muito bem do que eu estou falando. E quem não assiste, bem, sinto muito mas não tô muito afim de explicar.
Acontece que durante a vida muita gente (inclusive eu) abdica de muita coisa por medo. Medo de não dar certo, medo de se machucar, medo de... enfim, medo de qualquer merda que possa ser acompanhada pela palavra 'medo'.
Depois de um final de semana em plenas férias, ficar enfurnada em casa, vendo as duas primeiras temporadas desse seriado, fazendo nada e só comendo, engordando e vendo o quanto relacionamentos podem ser complicados (apenas por serem denominados relacionamentos). é isso! Cheguei a belíssima conclusão (e repare bem, isso é uma conclusão brilhante! Não querendo me gabar, é claro...) de relacionamentos são uma merda. A partir do momento em que você se compromete, diz-se estar num relacionamento tudo muda. E sim, pra mim é TUDO. Principalmente pra uma garota (ou mulher... como queira!). Pra nós, o nosso mundo se modifica, ou pelo menos tenta adaptar ele ao seu modo de vida. De algum modo, nós sempre mudamos. Passamos de 'eu' para 'nós', de chamá-lo pelo próprio nome à apelidos carinhosos, melosos e até sebosos (em certos casos).
Enfim... o que eu sei é que, eu sou complicada. Não é ninguém e há muito tempo não coloco a culpa em ninguém, pois eu sei muito bem que está em mim a complicação. Ou eu sou seletiva demais, ou eu sou antipática demais, ou eu sou lerda demais (por não entender indiretas, na maioria das vezes), ou eu simplesmente sou eu. Não que isso seja ruim, não não. Eu adoro ser eu. Acho que não tem nada melhor na vida quando nós somos nós mesmos.
Mas eu acho que por ser tão complicada, eu acabo procurando a mesma complicação que eu tenho nas pessoas por quem eu me interesso. Seja a personalidade da pessoa ou a situação. Tomando como exemplo a minha situação atual! Uma bagunça! Uma interminável e confusa bagunça!
Daí, eu complicada como sou, alugo um filme em pleno carnaval fora de época. (Pra quem não mora em Aracaju, estamos na época do Pré-Caju. Uma festa com trios elétricos e tal, tipo o carnaval da Bahia, só que um pouquinho mais adiantado.) O que é um inferno! Porque essa cidade simplesmente pára! Essa cidade respira Pré-Caju. Tudo bem que é um ótimo evento e que chama vários turistas pra cidade, mas puta que pariu, podia dar um descanso a quem não gosta e que inflizmente não teve grana pra sair desse inferno que essa cidade vira. Putz! Não tem um único lugar livre dessa merda de Pré-Caju! É cambista vendendo em tudo quanto é canto, o shopping fechando às SETE HORAS DA NOITE porque está tendo a merda do Pré-Caju. E quem não gosta? Faz o que? Tem que explicar ao segurança de merda do shopping que você está indo ao cinema, porque claramente não gosta da MERDA DO PRÉ-CAJU! Será que eu me fiz bastante clara?! Mas então... voltando ao que eu falava.... sim, minhas complicações!
Daí eu afim de assistir um belo filme de ficção, vou até a Blockbuster, e aproveito pra ver o gerente que é um pedaço de ótimo caminho (!), e a porcaria do filme está alugado. é! Na Blockbuster, onde há uma parede, com uma prateleira cheia do mesmo filme, e todos alugados. Primeiro: Pré-Caju, Segundo: o filme que eu quero não está lá; puta que pariu... me diz se isso não é um complor?! Daí, depois de muitas voltas, eu escolho um filme de quê?! Romance! EU MEREÇO!
Hoje, depois de um dia inútil, sem nada para fazer, vejo o filme e bam... lindo! O que me fez pensar. Sobre chances, espera, se tudo vale a pena. E a minha conclusão? Vale! Você estar com quem você deseja, com quem você ama, se só o que você tem de fazer é esperar, você espera! Afinal, não é um sacrifício tão grande, pelo que você ganha em troca! Não digo para desperdiçar oportunidades (até porque seria muito burra se fizesse isso), mas aproveitar a vida com aquela sensação de que um dia aquela coisa boa vai chegar, sem expectativas, mas com carinho e um tiquinho de esperança. Sim. Porque nem sempre duas pessoas, quando se conhecem (seja por que meio for!), estão no mesmo estágio da vida. Um tem de tomar decisões importantes, decisivas, e o outro apenas tem uma vida mansa pra proveitar. Então nem sempre a espera é um sacrifício, e sim, uma certeza.
Eu passei a pensar que o tempo nunca é inimigo, ele pode se comportar como um, mas ele é o melhor aliado de qualquer pessoa nesse mundo. Entre fé, amor, ódio, brigas, anos, estações, o que está sempre presente com você, é ele. As vezes tão rápido que você nem percebe.
Confusa? Prazer! (:
Eu continuo confiando no amor. Mas no amor saudável, aquele sem sofrimento, mas sim no que tem carinho e pensamentos doces, quando o que você mais quer é o bem da outra pessoa. Um amor, um sentimento bom que só fortalece com o passar do tempo.